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Relacionamentos e a culpa

“Todas as pessoas, inclusive as boas, já foram vilãs na história de alguém” – Tamiris da Rossi

Li esta frase outro dia e isso me fez pensar a respeito dos relacionamentos e dessa coisa de colocarmos a culpa das dificuldades em algo ou alguém (que não nós mesmos).

Gostamos de pensar que somos boas pessoas e que os outros é que erram com a gente. Especialmente quando um relacionamento amoroso termina, evitamos pensar qual foi a nossa participação para as coisas não terem dado certo. Ou quando um parente/amigo faz algo errado, fica sempre mais simples aceitar o lugar de “vítima” da situação e não pensar a respeito das nossas atitudes. Mas posso lhe dizer com toda a segurança, que você também já feriu alguém em sua vida. Especialmente porque a dor independe do que fazemos, mas está ligada completamente às expectativas do outro e ao que ele entende sobre nossas atitudes.

E não me diga que você nunca perdeu a paciência na vida. Que nunca gritou com alguém. Que nunca disse palavras duras, nunca exagerou na dose. Que nunca mostrou seu lado mais escuro. Não somos sempre lindos e suaves, nem sempre compreendemos e acertamos. Nossa tarefa é sermos melhores do que ontem, mas NÃO PERFEITOS. De vez em quando escapa e está tudo bem!

Essa coisa de ficar buscando CULPADOS nunca ajudou e nem vai ajudar em nada. Não é uma questão de culpa, já que relacionamentos são sempre vividos por mais de uma pessoa e todos os envolvidos tem a sua parcela nele. Ao invés de tentar descobrir de quem foi a culpa, você pode sempre analisar qual foi a contribuição (ou falta dela) de cada um e o que você pode fazer diferente dali para frente. Utilizar os conflitos para analisar o que pode (ou deve) ser mudado é sempre uma forma mais produtiva do que colocar a culpa em algum lugar.

Lembre-se das lágrimas que talvez você já tenha feito alguém derramar e perdoe aqueles que fizeram isso na sua vida. Não é uma questão de ser bom ou ruim, pode ser apenas uma questão de desencontro, impossibilidade, objetivos diferentes, momentos de vida desencontrados ou tantas outras coisas. Cada um olha a vida com seu filtro. Lembre-se que o seu também filtra as coisas do seu jeito. E assim que puder, abandone o saco das mágoas no caminho. A vida fica mais leve com menos bagagem!

No fim das contas, estamos sempre fazendo o melhor que podemos, naquele momento de vida, com o conhecimento e as emoções que temos. Lembre-se disso!

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